07 junho 2014

Urnas eletrônicas fácil de hackear?

Segurança das urnas - http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-seguranca-do-processo-eletronico-de-votacao

As eleições estão chegando e com a onda de espionagem que se intensificou no país deixou muitos brasileiros com uma dúvida, a urna brasileira é vulnerável?

O TSE realizou dois Testes Públicos de Segurança, em 2009 e 2012. No primeiro, ninguém conseguiu violar a urna, mas só alguns programas específicos puderam ser utilizados; mesmo assim, o tribunal bateu o martelo e afirmou que as urnas eram seguras.

No segundo teste, uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu refazer o sequenciamento dos votos. Funciona assim: a urna eletrônica embaralha os votos para dificultar que um hacker consiga descobrir quem votou em cada candidato. Mas, com acesso ao código-fonte, a equipe logo descobriu a equação usada para fazer isso, e então desembaralhou os votos no teste. No entanto, segundo o TSE, eles não quebraram o sigilo do voto, porque não relacionaram o nome dos eleitores com os votos digitados na urna. Só por isso, a urna foi novamente considerada segura.

Desde 2012, o TSE não realiza testes públicos, e diz não ter previsão para fazê-los, com certeza deve ser difícil de se achar uma vulnerabilidade nas urnas brasileiras, já que nos teste público o TSE permite utilizar apenas alguns programas específicos, e com tanta inovação tecnológica um hacker pode violar quase tudo com apenas um smartphone.

Confira as gerações das urnas eletrônicas:


  • primeira geração: usado no Brasil, ele desmaterializa o voto e o grava em meio digital eletrônico, tornando-o passível de fraude;
  • segunda geração: a urna imprime o voto, que fica na seção eleitoral (guardado sob sigilo) e permite uma recontagem caso seja necessário;
  • terceira geração: usa o sistema Scantegrity para que o voto seja escaneado e criptografado, e assim permite que o próprio eleitor acompanhe a apuração do seu voto.
EUA, Holanda, Paraguai e Índia realizaram testes de urnas de primeira geração, e em todos eles, os especialistas conseguiram quebrar as medidas de segurança – por isso, esses países usam outros sistemas de votação.

Apesar de parecer ultrapassada nossa urna está caminhando para o cadastro biométrico que já ocorre em algumas partes do país, apesar de ser estranho ter que tirar uma foto em alta resolução sendo que no título de eleitor nem se usa foto e será que nossos dados biométrico estão seguros?

Fonte: Gizmodo

Este artigo tem o intuito informativo, não nos responsabilizamos pelos seus atos e de nossos leitores.



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