07 junho 2013

EUA espiona seus dados do Facebook, Google, Apple e Microsoft

PRISM - imagem retirada do site http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/06/us-tech-giants-nsa-data

Um PowerPoint de 41 slides, foi divulgado detalhando como o FBI e a NSA (Agência de Segurança Nacional) se uniram para obter acesso aos servidores de nove grandes empresas de tecnologia nos EUA: Microsoft, Google, Facebook, Apple e outras.

Neste programa secreto, chamado PRISM, as agências extraem e-mails, fotos, áudio, vídeo, documentos e registros de conexão. Ou seja, eles teriam acesso livre para pegar o que quiserem. Eles estariam fazendo isso desde 2007 – e é tudo completamente permitido pela lei americana.

O governo americano confirmou que o PRISM realmente existe. James Clapper, o diretor nacional de inteligência, diz que isto faz parte da Seção 702 da FISA (Lei para Vigilância de Inteligência Estrangeira). 


O objetivo desse programa segundo Clapper, é espionar os estrangeiros fora dos EUA:

A Seção 702 é uma disposição da FISA feita para facilitar a aquisição de informações de inteligência estrangeira, relativas a pessoas não-americanas fora dos EUA. (…) A informação recolhida no âmbito deste programa está entre as informações de inteligência estrangeira mais importantes e valioso que nós coletamos, e é usada para proteger nossa nação de uma ampla variedade de ameaças.
As empresas que estão ao alcance do PRISM são, basicamente, qualquer serviço que você usaria na Internet: Facebook, Microsoft, Yahoo, Google, AOL, Skype, YouTube, Apple e PalTalk que vem sendo usado para comunicações na guerra civil da Síria.

O PRISM funciona basicamente por temos de pesquisa, feitos para detectar se uma pessoa é estrangeira com nível de confiança de pelo menos 51%. Depois eles podem começar a recolher dados.

E parece que o PRISM consegue levantar qualquer tipo de dado. Ele poderia, basicamente, acompanhar todos os seus movimentos na Internet. No Facebook, ele obtém acesso completo às “extensas capacidades de pesquisa e de vigilância” da rede social. No Skype, o PRISM pode obter “áudio, vídeo, chat e transferência de arquivos”. No Google, ele pode espionar o “Gmail, chat em voz e vídeo, arquivos do Google Drive, bibliotecas de fotos e vigilância ao vivo de termos de pesquisa”. Quer dizer, eles poderiam ver sua atividade na web enquanto você digita.

O que mais se espanta sobre este assunto é que esse programa do governo funciona com a ajuda das empresas. A Microsoft teria sido a primeira a participar, em 2007. O Yahoo aderiu em 2008. Google, Facebook e PalTalk, em 2009. O YouTube entrou em 2010, e Skype e AOL em 2011. A Apple fechou o grupo de nove empresas em 2012. O Dropbox seria incluído “em breve”.

As nove empresas supostamente envolvidas negam qualquer envolvimento no programa e afirmam que só fornecem dados ao governo após mandado judicial ou ordem semelhante.

Enquanto isso, descobriu-se que a NSA mantém registros telefônicos de toda ligação feita nos EUA desde a aprovação da lei Patriot Act, envolvendo todas as operadoras telefônica do país.

Via: Gizmodo

Opinião:

Não é de hoje que os governos estão tentando espionar seus usuários de internet do país, mas esta ação dos EUA de espionar estrangeiros foi longe de mais e eu acho que a terceira guerra mundial evem aí! Aos poucos tiram nossa liberdade nas ruas e agora querem tirar ela online?



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